quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

mj jackson

Lisa Marie e Oprah Winfrey

No dia 21 de Outubro, quinta-feira, entrou no ar a entrevista que Lisa Marie Presley concedeu para Oprah Winfrey. Foi a primeira (e última, segundo ela) vez que a filha de Elvis Presley falou abertamente sobre seu casamento com Michael Joseph Jackson, após o dia 25 de Junho.

Oprah Winfrey é considerada a mulher mais influente da história. Ela conseguiu o privilégio de entrevistar o Rei do Pop em 1993. Na época do julgamento, Oprah fez infelizes insinuações sobre Michael, dizendo, por exemplo, que 'ele só foi inocentado porque era uma celebridade mundialmente famosa', coisas assim. Mas nada disso impediu que a entrevista de Presley ocorresse.

Com 4 filhos e casada com o guitarrista Michael Lockwood, Lisa declara só ter compreendido Michael após sua morte: "No último um ano e meio venho tentando ganhar clareza. [...] Agora, em retrospecto, quero deixar bem claro que o compreendo mais do que nunca. [...] Eu voltei a ter todo esse amor e compreensão por ele de novo" diz.

Apesar de tudo, Lisa voltou a afirmar que "Era um casamento normal de todos os modos. Tudo era dito. De madrugada, se ele precisava acordar e me contar algo, falar comigo, me acordar para conversar, se havia problemas... [...] Ele não dormia muito, às vezes nem eu dormia porque ele não conseguia. Eu e ele no meio dos travesseiros. Era com carinho".

Ao ser questionada por que se apaixonou por Michael Jackson, ela respondeu: "Ele era uma pessoa incrivelmente dinâmica. [...] Eu nunca me senti tão elevada na minha vida. Não minto quando digo isso. Ele tinha algo encantador. [...] Acho que eu nunca fiquei tão encantada assim por nada mais. [...] Era como uma droga pra mim. Eu sentia que sempre queria ficar com ele, ser parte dele". E Oprah Winfrey completou: "Eu entendo o que você quer dizer. Porque quando fui conhecê-lo antes da entrevista, em 1992, é como se ele te iluminasse com uma luz. Quando ele mostra isso, se abre e deixa essa luz passar, você só quer permanecer nela".

Mas talvez o momento mais impressionante da entrevista, foi quando Lisa Marie Presley revelou algo estranho que aconteceu no dia 25 de Junho. Ela simplesmente teve uma crise de choro, antes de saber da triste notícia. "Eu estava na Inglaterra. Não sei por que, mas era o dia mais estranho da minha vida. Eu chorava o tempo todo. Não sei o motivo e normalmente não faço isso. Tentando trabalhar, voltei para casa, já estava até pisando no jardim. Eu queria assistir TV, parar de chorar. Olhava para o meu marido, não sabia o que acontecia comigo. Não conseguia parar. Uma hora depois avisaram e eu soube". Ainda em 'choque' com o falecimento do ex-marido, Lisa postou um texto no seu blog:

"A pessoa que falhei em ajudar está sendo transferida para autópsia em LA. Toda minha indiferença e desapego que me esforcei tantos anos para alcançar desceu pelo ralo e nesse instante eu emergi."

Talvez no meio de tanta indiferença, tenha restado um pouco de amor e consideração por Michael.



Confira a entrevista completa em 3 partes: 

Parte 1
 
Parte 2
 
Parte 3
 

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Black Or White

Black Or White foi o primeiro compacto do álbum Dangerous, lançado no final de 1991. Composta por Michael Jackson (apenas o RAP foi composto por Bill Bottrell), e apelando para a igualdade racial, a canção ficou em primeiro lugar em dezenas de países. O single tornou-se o mais vendido da década de 1990.

"Não importa se você é preto ou branco / E eu falei sobre igualdade / Eu estou cansado desse mal / Eu estou cansado dessa coisa / Eu estou cansado desse negócio / É uma guerra de territórios numa escala global / Não se trata de raças, apenas lugares, rostos / Eu não vou passar a minha vida sendo uma cor", diz Black Or White, protestando contra o preconceito.

Sendo um dos mais marcantes na carreira de Michael Jackson, o vídeo começa com Macaulay Culkin escutando uma música alta no quarto, até que seu pai reclama. Irritado, ele aumenta o volume das caixas de som e toca uma guitarra, levando o pai para a África. Assim a música começa. Michael canta e dança com pessoas de vários locais e culturas. O videoclipe também contou com um efeito inétido até então. Vários rostos (negros, brancos, loiros, morenos, gordos, magros...) sofrem uma 'metamorfose', transformando-se uns nos outros.

Mas a polêmica começa quando Michael Jackson realiza passos de dança em um beco bastante escuro e deserto. O Rei do Pop quebra carros, janelas, garrafas... A mídia falava que o clipe 'poderia ser uma má influência', enquanto o seu objetivo era totalmente contrário. Para finalizar, é mostrada a frase 'Prejudice is ignorance', ou seja, 'Preconceito é ignorância'. Obviamente, a imprensa ignorou o apelo positivo que Black Or White realizava.

Tentando acabar com a polêmica, Michael cortou os últimos minutos do vídeo e comunicou:"Entristece-me pensar que 'Black or White' poderia influenciar qualquer criança ou adulto a ter um comportamento destrutivo. Eu sempre tentei ser um bom exemplo e, portanto, fiz estas mudanças para evitar qualquer possibilidade de, inadvertidamente, afetar o comportamento de qualquer indivíduo". Para dar motivo ao corte, mensagens racistas foram colocadas, digitalmente, nos objetos que Michael quebrou. "Hitler vive", "Não sentem seus traseiros molhados aqui" e "Negros, voltem para casa", foram algumas delas.

Porém, tanta polêmica não impediu que Black Or White se tornasse o videoclipe de maior estreia, com uma audiência média de 500 milhões. Parece que John Landis, também produtor de Thriller, conhecia o segredo do sucesso. Michael Joseph Jackson novamente parou o mundo com seu talento, genialidade e ousadia.
"E eu falei sobre igualdade!" 

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O último Natal de Michael Jackson

7 Quartos, 13 banheiros, 12 lareiras, sala de projeção, casa de hóspedes, piscina e jardim. Foi numa mansão assim que Michael Jackson teve sua última ceia de Natal. Em 2008, o Rei do Pop convidou o dermatologista Arnold Klein para passar o Natal com ele e seus filhos, Prince, Paris e Blanket. 
A atriz Carrie Fisher, que interpretou a 'Princesa Leia' em Star Wars, também comemorou o Natal com Michael e os filhos. As crianças eram fãs da saga, e adoraram a surpresa.

Depois da comemoração, Michael colocou Prince, Paris e Blanket para dormir. Será que eles aproveitaram a noite? Tomara que sim! Pois aquele foi o último Natal do mundo com Michael Joseph Jackson em vida. Arnold Klein e Carrie Fisher foram muito, muito, muito p
rivilegiados por estarem lá.

Fisher não exitou em relatar
 qual a impressão que teve de Michael e os 3 P's:

"Eu não acredito que Michael tenha feito algo de inconveniente, não só para seus filhos, mas para qualquer outra criança. Ele era uma criança mesmo. Nunca de forma alguma o vi como alguém que foi capaz de fazer aquilo que o acusaram. Ele era devotado à sua família. Em uma cidade onde você muitas vezes ver os filhos de celebridades aos cuidados dos outros, nunca vi nada parecido com Michael e seus filhos. Eu diria que ele era um pai presente, mas como a imprensa e alguns do público são como são, eu não quero dizer nada que pudesse ser interpretado diferente do que a cena de amor que observei entre os três filhos e a ele mesmo. Eu não iria ganhar nada em afirmar isso. Michael foi a alma mais doce que já encontrei. Ele foi generoso e educado. E onde você poderia esperar ver crianças mimadas, seus filhos não mostraram nada disso." (2009)

Os momentos da celebr
ação ficaram registrados em algumas fotos. Confiram:


Nunca mais haverá outro Natal com Michael Jackson...


Fonte de informações:
• Fórum The Essential

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

We Are The World - USA For África



No início de 1985, 45 importantes nomes da música se reuniram em Hollywood, no A&M Studios, para gravar uma única canção: We Are The World! Ela fazia parte do projeto 'USA For África', que tinha como objetivo arrecadar fundos para diminuir a fome e a pobreza extremas na África. Composta por Michael Jackson e Lionel Richie, e produzida por Quincy Jones, We Are The World fala que, se nos unirmos, podemos fazer um mundo melhor.

Entre os vocais estavam Michael Jackson, Lionel Richie, Paul Simon, Tina Turner, Diana Ross, Bruce Springsteen, Stevie Wonder, Ray Charles, entre vários outros. Os irmãos de Michael (Jackie, LaToya, Marlon, Tito e Randy), também participaram. Prince, Madonna e Liza Minnelli foram convidados para participar da canção, mas não se tornaram presentes. Certamente eles não imaginavam que We Are The World faria tanto sucesso!

Além do single, foi lançado também um clipe com a filmagem da gravação. Obviamente, o lucro desse vídeo foi revertido para a campanha 'USA For África'. No final das contas, We Are The World se tornou um dos compactos mais vendidos de todos os tempos, e conseguiu lucrar milhões, milhões e milhões de dólares. Tudo serviu apenas para a caridade. Só podia ter Michael Jackson no meio!

Em fevereiro de 2010, 'We Are The World 25 - For Haiti' foi lançada. Dessa vez, arrecadando fundos para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti. Algo admirável foi que, no clipe e na gravação, não cortaram a parte de Michael. Talvez tentando manter sua memória sempre viva, afinal, ele foi o maior responsável por tudo aquilo. Quem teria coragem de cortar a voz mais bonita da canção?

We Are The World salvou diversas vidas, e nos transmitiu uma mensagem: Se cada um fizer sua parte, podemos criar um mundo mais feliz, com menos sofrimento, mais paz! Pois NÓS SOMOS O MUNDO!


We Are The World - USA For África
Outros vídeos:
We Are The World 25 - For Haiti

Michael gravando o refrão de We Are The World

Michael brincando em We Are The World

What More Can I Give


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domingo, 3 de outubro de 2010

A voz de Thriller: Vincent Price

O ator Vincent Price nasceu em 27 de maio de 1911 (há cerca de 100 anos). Sua voz 'tenebrosa' contribuiu para que ele fosse chamado para diversos filmes de terror e suspense. Price atuava ou narrava constantemente curtas, médias e longas metragens desses gêneros.

Michael lançou o álbum Thriller em 1982. Como o nome já indicava, a música-título do disco falava de terror. E, naquela época, a figura mais relacionada com o tema 'terror' era Vincent Leonard Price. Claro que ele foi chamado para participar da canção. Com um 'tom assustador', e usando sua voz fantasmagórica (estilo Cid Moreira americano), Vincent gravou um 'poema de terror' para o single:

"A escuridão cai sobre a terra
A hora da meia-noite está próxima
Criaturas rastejam em busca de sangue
Para aterrorizar sua vizinhança
Quem quer que seja encontrado
Sem uma alma para oferecer
Deve permanecer e enfrentar os caçadores do inferno
E apodrecer dentro de um cadáver

O fedor abominável está no ar
O ranço de quarenta mil anos
Zumbis grisalhos de todas as tumbas
Estão se aproximando para selar seu destino
E apesar de você lutar para sobreviver
Seu corpo começa a sentir calafrios
Pois nenhum mero mortal pode resistir
À malevolência do terror"

Em 1990, Vincent Price contracenou com Johnny Depp, naquele que seria seu último filme: "Edward, Mãos de Tesoura", onde interpretava um 'inventor maluco'. Em 1993, 82 anos, ele faleceu com cancro no pulmão. Sua voz conseguiu registrar a história cinematográfica, e a marca de Price continuará viva em todos os filmes que tiveram sua participação.


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Oh deus, ele está tomando Demerol!"

A morte de Michael Jackson chocou todo o mundo. Fãs, familiares, amigos, imprensa, enfim, todos ficaram perplexos com sua partida. Não é pra menos. Afinal, ele era o Rei do Pop, da música, do entretenimento. Michael foi revolucionário, único. Suas ações caridosas salvaram vidas e levaram alegria para muitas crianças. Sim, Michael Joseph Jackson foi um ser humano, e, como tal, ele também cometia erros. Mas seu talento e bondade encobriam qualquer defeito.

Por trás de todo o abalo causado pela morte do Rei do Pop, há um mistério. A causa, todos nós já sabemos: o uso exagerado de analgésicos, anestésicos, antidepressivos, entre outros. Mas, quem foi o verdadeiro culpado pelo seu falecimento? Suicídio, homicídio, ou ele foi vítima de uma conspiração que planejou sua morte? Vamos analisar isso.

Pelo que dizem, Michael estava realmente dependendo de medicamentos. Não devemos julgá-lo por isso. Imagine o quanto ele sofreu, para acabar dependente de antidepressivos, e quantas dores ele sentiu, para ficar viciado em analgésicos. Tente imaginar o número de noites sem dormir que Michael Jackson passou, para, no final, ficar sujeito a tomar anestésicos fortes, apenas para poder ter noites de tranquilidade. Não, ele não queria isso.

A história mais conhecida é que Michael se viciou em medicamentos após o acidente no comercial da Pepsi e, com as acusações e todo o sofrimento, isso foi evoluindo, até que ele passou a tomar dezenas de comprimidos por dia. A partir daí, vários personagens foram entrando nesse contexto. Elizabeth Taylor foi um deles. Na época da primeira acusação, ela colocou MJ numa clínica de reabilitação na Irlanda do Norte.

"Eu sofri e lidei com o mesmo tipo de problema médico que agora aflige meu amigo Michael Jackson. Por causa disso e por nossa amizade, quando os médicos ligaram perguntando se eu poderia ajudar, fiquei contente em intervir. Viajei até a cidade do México, onde vi com meus próprios olhos que Michael precisava de atenção médica especializada. Por minha própria experiência no vício em remédios com receita, pude fazer uma série de ligações em busca do melhor e mais apropriado tratamento para o Michael. Ele agora está fazendo esse tratamento na Europa. Só repetirei que sou amiga de Michael Jackson, eu o amo como a um filho e o apoio de todo o coração." disse Elizabeth, que não revelou a clínica em que Michael estava internado.

Mas, infelizmente, esse tratamento não adiantou. Era necessário algo mais intenso. O Rei do Pop voltou a tomar remédios alguns anos depois. Para piorar a situação, em 2009 ele contratou um médico, Conrad Murray, que iria acompanhá-lo durante a turnê This Is It. Por ambição, imprudência, ou simplesmente incapacidade, o 'Doutor' Murray dava tudo que Michael pedia; desde remédios simples, até os fortes e perigosos. Entre eles estavam o Demerol, Propofol, Metadona, Valium e Oxycontin. Esses medicamentos não são como o Dorflex, que é muito comum termos em casa, na bolsa, no estojo. A maioria deles são utilizados apenas em hospitais, e com extrema cautela. Doses maiores do que o recomendado podem ser fatais. Certamente Conrad Murray esqueceu que um médico deve fazer o melhor para seu paciente, independente de dinheiro, de pedidos, ou qualquer outra coisa.

Michael se encontrou sozinho. Ninguém interferiu, ninguém o ajudou. Onde estavam os que hoje choram por sua partida? Onde estavam seus amigos, sua família? A mídia só tratava de pisar em sua dignidade, sujar sua imagem. Ele estava sem apoio. Faltou um ombro amigo para falar: "Chega! Você não vai tomar mais nada!". Ninguém teve essa atitude. E, depois de tudo isso, eu só consigo chegar a uma conclusão: o descaso do mundo matou Michael Jackson! Não foi apenas um médico incompetente, não foi apenas um vício em remédios. O Rei do Pop foi morto pelo mundo. Sua morte começou há muito tempo, quando as pessoas esqueceram que ele era um SER HUMANO, igual a todos nós. O que aconteceu em Junho de 2009 foi apenas uma consequência de uma vida muito sofrida.

E, agora, o que resta para nós, fãs, é manter vivo o legado do grande gênio, que não recebeu o devido reconhecimento da sua contribuição nesse planeta tão preconceituoso e egoísta.

"Nós o abandonamos. Permitimos que aquela criatura magnífica, que um dia agitou o mundo, caísse enquanto tentava construir uma família e reconstruir sua carreira. Estávamos ocupados demais fazendo julgamentos. A maioria de nós lhe deu as costas." - Madonna

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Clique aqui para conferir a letra da música 'Morphine', do álbum Blood On The Dance Floor, onde Michael fala sobre o Demerol.


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